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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

O cabelo das extensões pode ou deve embaraçar?

Apesar de ter uma resposta simples: SIM !!! muitos profissionais teimam em não aceitar esse facto como um fator de qualidade do mesmo.

Vejamos:
- O cabelo é composto, entre outras partes, pelo exterior conhecido por escamas ou cutículas;
- O cabelo do próprio usuário (independentemente dos trabalhos realizados) tem cutícula;
- A cutícula proporciona resistência ao cabelo nos trabalhos técnicos;
- Se a usuária não pentear com frequência e mais importante, não desembaraçar o cabelo antes de se deitar, pode acordar com o cabelo embaraçado (independentemente de serem extensões ou não),
- Se já viu alguém a lavar o seu cabelo (mais) comprido terá visto que tem o especial cuidado de não embaraçar o comprimento do cabelo, penteando-o enquanto o vai lavando sempre com a atenção de o ir lavando ao longo do seu comprimento e não misturando partes do seu comprimento.

Mas com tantas preocupações será que não existe cabelo que possa não embaraçar (pelo menos com a mesma frequência)? SIM existe!

Normalmente o cabelo muito descamado que se apresenta bastante brilhante, super bonito e sedoso ao ter pouca ou nula cutícula embaraça-se muito pouco, infelizmente esta vantagem é contrariada com a sua grande desvantagem: durabilidade muito reduzida!!!

Quando o cabelo tem pouca cutícula, as secagens (brushing, escova, secador, prancha), agridem com maior severidade o cabelo pois ao não ter esta proteção fica muito dependente da resistência e durabilidade dos silicones que o envolvem, esses silicones são arrastados com as lavagens e os produtos de limpeza utilizados.

Com muita frequência se vê serem utilizados produtos restruturantes, quando este cabelo -morto- não tem possibilidade de ser restruturado e necessita de hidratação, note que a hidratação é possível sempre e quando exista a cutícula para absorção e manutenção dessa mesma hidratação. Caso o cabelo seja demasiado castigado (sem cutícula) vai durar enquanto exista o silicone para o proteger.

Assim e porque o cabelo é bonito quando o compra, não tem forçosamente de ser de melhor qualidade e neste tipo de produto em concreto, se o cabelo é menos bonito (mais opaco), mais crespo ao toque, mais caro, etc.,  lembre-se: vai durar mais tempo e a sua compra será rentabilizada a curto prazo, desde que mantenha alguns cuidados com a sua manutenção como sejam a hidratação com produtos não ácidos; se realiza brushing com prancha não ultrapasse os 180ºC, lavagem do cabelo após desembaraçar, realizando uma trança ou lavando-o (acariciando-o no seu comprimento)

Prefira qualidade, ficar-lhe-á mais económico e manterá a beleza exterior durante mais tempo pois a beleza interior, essa é sempre só sua!!!

Leia também este post

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domingo, 25 de agosto de 2013

Origem do cabelo de extensões capilares

Com frequência sou questionado sobre a qualidade e origem do cabelo utilizado em extensões capilares

O cabelo marca EURO SO.CAP é originário da India e norte da Europa, sendo considerado como de melhor qualidade em detrimento do cabelo asiático (também denominado chinês), não se considerando em termos de preços mas sim em termos do seu tratamento e resistência a trabalhos técnicos. Passo a explicar.
O cabelo segundo a sua apresentação pode ser considerado em tipo afro, asiático ou europeu.
Afro, rígido, baço e aplanado
Europeu, baço (pouca reflexão da luz) e oval, médio a fino em espessura
Asiático. Brilhante, redondo e grosso em espessura
Para obter produto com maior aceitação no mercado e para poder ser trabalhado industrialmente, este cabelo (asiático) é decapado retirando-lhe a sua camada exterior (cutícula: que lhe dá a resistência a trabalhos técnicos) e posteriormente é aplicada uma camada de silicone para lhe voltar a dar o brilho e beleza.

O cabelo europeu/ indiano (este assemelha-se muito ao europeu) é trabalhado apenas no sentido de obter as cutículas todas no mesmo sentido (sistema REMY HAIR) evitando assim que este se cruze o que faria com que o cabelo se estragasse (ao cruzar o cabelo, este vai embaraçar-se com muita facilidade, criando problemas muito graves em termos visuais). Ao termos o cabelo todo no mesmo sentido e muito perto do original (em termos de cutícula), vai ser descolorado em processos próprios para poder ser pintado nas cores desejadas (não sob o processo de oxidação normal) com um tipo de pigmento mais resistente para poder suportar o sol, lavagens, etc por mais tempo que a coloração normal num cabelo normal do cliente. 
Este tipo de processo (extremamente lento) garante que o cabelo quando chega ao mercado, além de possuir todas as características originais em termos de resistência, possui ainda alguma gordura natural o que ajuda a essa resistência e que se mistura com facilidade com o cabelo da usuária na altura do trabalho.


Consulte também este post sobre cabelo ou fibra nas extensões